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Aprendendo Com A Coca Cola

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Quando eu era menino, carrão era Cadilac, lâmina de barbear era Gillette e refrigerante era Coca-Cola. Algumas coisas mudaram, outras, não. O velho Cadilac se foi, mas ficaram a Gillette e a nossa querida Coca-Cola. Também quando menino, vi uma outra utilidade para a Coca-Cola: limpar as pedras de mármore branco do prédio e que eu morava. E parecia mesmo dar certo. Mas não estou aqui para dar receita de como limpar mármore branco.

Hoje, tantos anos depois, eu olho para a Coca-Cola e veja nela uma outra utilidade que nos servirá, aqui, para uma importante lição. Tão enraizada na nossa cultura e gosto, a nossa querida Coquinha se parece um pouco conosco. Calma! Eu explico.

Ela é formada pelo  líquido, o gás e a garrafa, que chamamos de Pet. Vamos começar a ver suas semelhanças conosco, pelo menos para entendermos uma verdade mais profunda. Nós somos espírito, alma e corpo. O elemento central do nosso ser é o espírito. E, do mesmo modo que o gás da Coca-Cola está diretamente ligado ao seu líquido, completando o seu sabor, nossa alma está ligada ao nosso espírito; ela é a parte intelectual e emocional do nosso ser.

Alguém com uma alma  insossa, com a vida sem gás, é alguém sem sabor. Às vezes é mesmo difícil aguentar alguém assim. Essa pessoa está ali, espírito alma e corpo, mas a alma só consegue mostrar uma tênue imagem da sua presença nessas vidas, como o nosso refrigerante famoso e querido, que ainda pode mostrar alguma coisa de uma alma presente, mas esvaziada por ter a tampa sido deixada aberta e lá se foi o gás.

Quando Deus criou o homem, o espírito veio do próprio Criador, das suas entranhas, o corpo, esta “garrafa pet”, veio da terra, do barro. E a Bíblia diz que Deus soprou o fôlego de vida, espírito, no boneco de barro, e ele foi feito alma vivente. Ali estava o homem. A alma é produto resultante  do encontro do espírito com o corpo, misturada ao líquido, mas dentro da garrafa.

O mais importante numa Coca-Cola é o liquido com o seu gás, seu fiel aliado. Ninguém compra uma Coca-Cola para utilizar a garrafa, jogando o líquido fora. Assim como a garrafa é a mera embalagem da nossa Coca-Cola, este nosso corpo é, também, a mera embalagem deste ser precioso de Deus, que somos nós. Outra semelhança interessante. Uma Coca-Cola  é um prazer para nós, do mesmo modo nós somos um prazer para Deus. Ele também se relaciona conosco a contar do nosso espírito, não do corpo, com nós, que bebemos o líquido com o gás, não a garrafa.

Mas temos visto tanta gente cuidando mais da sua garrafa do que do líquido com seu gás,  como se este corpo fosse o elemento mais importante da vida. E, nas andanças da vida, outro fenômeno semelhante a uma Coca-Cola acontece. Ou  essa  garrafa, chamada corpo,  vai se esvaziando com o passar dos anos e, um dia acaba,  ou, para alguns, ocorre um acidente ou incidente de várias formas, e a garrafa cai no chão, arrebentando-se, subitamente e o líquido se derrama no chão da vida e, com ele, o seu gás. È a morte por um acidente ou por um homicídio.

Noutra linguagem, a Bíblia fala do vaso que se quebra junto à fonte, e do fio de prata que se rompe. Uma realidade da vida é que, como uma garrafa de Coca-Cola foi comprada por nós para ser consumida, esta vida, depois do pecado original, existe para também ir se acabando aos poucos, passo a passo, copo a copo.

Nascemos, um dia, e a única certeza que temos é que, num outro dia só ficará esta garrafa, feita com a matéria prima do barro, pois vamos morrer.  Aí surge outra semelhança entre nós e a  Coca-Cola. Uma vez vazia, a garrafa só presta para ser levada a um lixão da cidade. Do mesmo modo ocorre conosco. Quando o líquido e o gás saem desta nossa garrafa pessoal, ela também vai para um lixão da cidade: o cemitério.

E tem mais. Noutra semelhança,  tem gente que só possui embalagem; até parece guardar, dentro de si, algo que provoca sede em outros, como os desejos do sexo, guardados por trás das roupas, mas, ainda que por trás das roupas, não passa de garrafa, que tem em volta de si um rótulo, com o famoso nome Coca-Cola. Há gente que só  possui embalagem, o interior  é como Coca Cola sem gás. Um dia, um querido irmão em Cristo me falou de uma mulher muito bonita, parente sua. Ele disse dela algo que nunca esqueci: Ela só possui casca! Ele quis dizer que ela era só corpo, mas uma alma sem gás, sem conteúdo. E era mesmo, ele tinha razão; só garrafa.

Hoje me impressiona a inversão de valores na nossa sociedade, sociedade que tem  a Coca Cola como um dos seus maiores símbolos de consumo. Somos uma geração que só possui casca, que valoriza muito mais esta garrafa, este corpo, que a Bíblia chama de carne, deixando de lado o líquido existencial, com seu gás, o espírito com a sua alma. Vivemos a era do corpo, estamos nos transformando em meras garrafas, só casca, mas não somos só casca, ou garrafa.

Um dia, ouvi o Pastor Átila Brandão dizer algo interessante: “A Bíblia diz que o exercício corporal para pouco aproveita,  mas eu quero, também, aproveitar esse pouco.” Ele estava certo e falou isto para dizer que fazia caminhada todos os dias. Eu devo cuidar bem da garrafa de Coca Cola que compro, tanto no levar para casa quanto no manuseá-la, já em casa. Ainda que ela veio para se esvaziar, então que se esvazie com sua utilidade, para o que foi fabricada. Assim, também, devo cuidar bem do meu corpo, mas devo fazer isto sabendo o que está dentro dele, para minha própria segurança e alegria. A igreja tem de ter mais valor para mim do que a academia de ginástica, ainda que esta não seja proibida e faça bem à  saúde.

Jesus, certa vez, disse que nós valemos mais que os passarinhos. Com base nisto, eu digo que nós valemos mais que a Coca-Cola, muito mais. Esse nosso querido refrigerante só vem aqui para mostrar a nós uma verdade muito mais profunda. São as coisas da vida falando a nós, como a apontar para algo muito mais valioso:  o  nosso ser, esse ser extraordinariamente eterno  que Deus Criou. “Não somos Coca-Cola, almas é que somos!” O Criador só fez esta garrafa para nos presentear com o seu líquido e ainda juntou a alma, para nos dar uma vida feliz.



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